imagem Enterro do Bacalhau

O Enterro do Bacalhau é uma representação teatral, que se pensa remontar ao século XVI, altura em que, durante a Quaresma, a igreja católica impunha a proibição total do consumo de carne pela população, apenas abrindo um precedente a quem comprasse a bula, ou seja aos mais abastados. Estando, esta, muito longe do alcance económico da grande generalidade da população empobrecida, o povo apenas podia contar com o ‘fiel amigo’.

Hoje em dia o Bacalhau é uma das mais caras iguarias a gastronomia portuguesa, mas nem sempre foi assim. Dada a facilidade com que era conservado e o baixo custo do mesmo, o bacalhau instalava-se em casa dos pobres para uma estadia de 40 dias, mas mesmo cozinhado de mil e uma maneiras o sentimento de revolta e impotência difundia-se na população. Este cortejo fúnebre, cheio de teatralidade, foi então concebido como forma de protesto!

Foi realizado pela primeira vez no Soutocico em 1938, conta com centenas de figurantes e alguns sermões, irónicos e satíricos, sendo realizado de 4 em 4 anos. Como o conteúdo é irrevogavelmente pagão, o cortejo foi proibido durante a ditadura, tendo sido retomado após o 25 de Abril. Este ano percorreu, como diz a tradição, as ruas da aldeia no sábado de Aleluia.

 

Hoje, apresentamo-vos, nesta estória, uma série fotográfica com tons de fotojornalismo realizada pelo Marcelo Brites.

 

 

The Burial of the Cod is a play, which is thought to go back to the sixteenth century, when, during Lent, the Catholic Church imposed a total ban on meat consumption by the population, just opened an exception to those who bought a paper stating that they could eat meat ie the more affluent. Being this, far from the economic reach of the vast majority of the impoverished population, the people could only rely on the ‘faithful friend’.

Nowadays Cod is one of the most expensive delicacies the Portuguese cuisine, but it was not always so. Given the ease with which it was kept and the low cost of the same, cod settled at home from the poor to a 40-day stay, but even cooked in a thousand ways the feeling of anger and impotence diffused in the population. The funeral procession, full of theatricality, was conceived as a protest!

It was first held in Soutocico in 1938, it has hundreds of extras and some sermons, ironic and satirical, being held from 4 to 4 years. Because the content is irrevocably pagan, the procession was banned during the dictatorship and was resumed after 25 April. This year has come, as tradition says, the streets of the village on Holy Saturday.

Today, we present you in this story, a photographic series with photojournalism tones performed by Marcelo Brites.

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Obrigada Marcelo por estes magníficos momentos e por nos ajudares a divulgar a tradição!

Thanks Marcelo for these magnificent moments and for helping us spread the tradition!

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